Salve pessoal!! Ah, tem tanta coisa que eu queria dividir por aqui, umas dicas ultra úteis, umas histórias engraçadas. Mas o ritmo da viagem tá intenso demais, e só vai piorar!! Quero dizer, melhorar ;)
Estou em Bogotá, essa cidade gigante que, quando vc chega, não sabe nem por onde começar!! Pois eu sugiro a Candelaria, um passeio pelas ruelas de centenárias casas coloridas onde afinal tudo começou. Há tantos bares, umas canecas fumegantes de chocolate quente com queijo (degustação obrigatória!), a vibração da salsa e toda a paciência dos colombianos para ensinar uns passos. Aliás, todo mundo dança e pelo visto são os homens quem tem dificuldades de achar um par.
Depois de umas baladas de sábado, vale a pena reservar o domingo para os museus. Sobretudo porque o Museo del Oro, a menina dos olhos dos bogotanos, tem entrada grátis aos domingos ;) Outra atração imperdível (e sempre gratuita!)é o Museo Botero, com umas telas e esculturas únicas do Fernando Botero, conhecido por seus retratos de gordinh@s e formas arredondadas. Há também picassos, renoires, monetes. Na saida, tem o imperdível café Juan Valdez e as exposições do Centro Cultural Gabriel García Márquez.
Para quem gosta de 'turistear', como dizem por aqui, é obrigatória uma subida ao Monserrate, um belíssimo santuário com uma vista panorâmica absurda da cidade. É bom lembrar que a altitude vai ficando perto dos 3 mil metros e respirar já não é uma tarefa tão natual. A boa notícia é que dá para subir de teleférico ;) Alguém pensou no Rio?
Correspondente local
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sábado, 24 de setembro de 2011
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Retrato de uma manifestação estudantil colombiana
Estudantes lotam a Plaza Bolívar em protesto
Bogotá estava imobilizada no começo da tarde deste 7 de setembro. Uma fila interninável de carros percorria todo o sobe-e-desce da Candelaria, como se as ruas estreitas do centro histórico tivessem sido transformadas em estacionamento. E, reparem, era 1 da tarde, muito longe do horário de pico e ainda antes da chuva.
Na busca por um lugar onde comer, encontro restaurantes fechados, bancos trancados, vitrines protegidas por grades de aço. Na Calle 7, uma das principais do país, o cotidiano se imobilizava para dar passagem ao movimento de milhares de estudantes rumos à Plaza Bolívar, uma espécie de Praça dos Três Poderes, com a diferença de estar mil kilômetros mais perto do centro das agitações sociais.
No meio da onda de 'All Star' e pano no rosto que ia deixando gritos de Educación Libre e pichações de Salud, Educación y Comida, estavam estudantes das três universidades públicas de Bogotá (Nacional, Pedagógica e Distrital), seus professores, colegas da rede privada e os irmãos caçulas do Ensino Médio.
O motivo, como pode imaginar qualquer universitário latino-americano, é tentar evitar a entrada massiva de capital privado em universidades públicas, a partir da aprovação de uma lei. Outra iminante aprovação de lei explica, em boa parte, a presença dos professores: o governo pode alterar seu regime especial de saúde.
"Ao invés de melhorar a saúde de todos, querem eliminar direitos conquistados em anos de luta e nivelar por baixo", opina uma professora da Universidad Nacional, a maior do país, enquanto tenta impedir um estudante de atirar um tijolo na barreira de policias. Para ela e um jornalista com dificuldaes de registrar imagens, esta é a maior manifestação estudantil do último ano e certamente está sob influência dos protestos no Chile.
Os estudantes concordam, mencionam que nunca teve tanta diversidade de representantes, mas não deixam de lembrar as manifestações de 7 de abril deste ano.
- E é comum pichar e jogar tinta nos prédios?
- Claro, claro!, respondem antes de correr das bombas de gás lacrimogênio.
Ps. Segundo a imprensa local, houve protestos em diversas cidades do país
Estudante picha o Palácio da Justiça
Palácio da Justiça
Banco Caja Social
Llamita participando dos protestos
Lojas fechadas e pouco movimento na Calle 7
Bogotá estava imobilizada no começo da tarde deste 7 de setembro. Uma fila interninável de carros percorria todo o sobe-e-desce da Candelaria, como se as ruas estreitas do centro histórico tivessem sido transformadas em estacionamento. E, reparem, era 1 da tarde, muito longe do horário de pico e ainda antes da chuva.
Na busca por um lugar onde comer, encontro restaurantes fechados, bancos trancados, vitrines protegidas por grades de aço. Na Calle 7, uma das principais do país, o cotidiano se imobilizava para dar passagem ao movimento de milhares de estudantes rumos à Plaza Bolívar, uma espécie de Praça dos Três Poderes, com a diferença de estar mil kilômetros mais perto do centro das agitações sociais.
No meio da onda de 'All Star' e pano no rosto que ia deixando gritos de Educación Libre e pichações de Salud, Educación y Comida, estavam estudantes das três universidades públicas de Bogotá (Nacional, Pedagógica e Distrital), seus professores, colegas da rede privada e os irmãos caçulas do Ensino Médio.
O motivo, como pode imaginar qualquer universitário latino-americano, é tentar evitar a entrada massiva de capital privado em universidades públicas, a partir da aprovação de uma lei. Outra iminante aprovação de lei explica, em boa parte, a presença dos professores: o governo pode alterar seu regime especial de saúde.
"Ao invés de melhorar a saúde de todos, querem eliminar direitos conquistados em anos de luta e nivelar por baixo", opina uma professora da Universidad Nacional, a maior do país, enquanto tenta impedir um estudante de atirar um tijolo na barreira de policias. Para ela e um jornalista com dificuldaes de registrar imagens, esta é a maior manifestação estudantil do último ano e certamente está sob influência dos protestos no Chile.
Os estudantes concordam, mencionam que nunca teve tanta diversidade de representantes, mas não deixam de lembrar as manifestações de 7 de abril deste ano.
- E é comum pichar e jogar tinta nos prédios?
- Claro, claro!, respondem antes de correr das bombas de gás lacrimogênio.
Ps. Segundo a imprensa local, houve protestos em diversas cidades do país
Estudante picha o Palácio da Justiça
Palácio da Justiça
Banco Caja Social
Llamita participando dos protestos
Lojas fechadas e pouco movimento na Calle 7
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